body { background-color: white; }
Keila Kotaira • 30 jan 2026 • Autodesk BIM
A Nova BIM BR e o Cenário Nacional
A Nova Estratégia Nacional de Disseminação do BIM (Nova BIM BR) consolida o BIM como referência para a transformação digital da construção civil brasileira. Instituída pelo Decreto 11.888/2024 e alinhada à Lei 14.133/2021, a estratégia se conecta a agendas estruturantes como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Novo PAC.
Na prática, o direcionamento é claro: ampliar a adoção do BIM para elevar eficiência, transparência e qualidade em obras e serviços de engenharia, com impacto direto em contratações, execução e gestão do ciclo de vida dos ativos.
O Desafio da Qualificação em BIM
O avanço do BIM no Brasil esbarra em um ponto crítico: capacidade instalada de pessoas. A transição para a metodologia exige competências além do software: entendimento de processos, padronização, colaboração, coordenação e controle de informação.
Sem profissionais capacitados, o setor tende a sofrer com adoções superficiais, baixa interoperabilidade, retrabalho e resultados abaixo do potencial do BIM. É nesse contexto que o Eixo B da Nova BIM BR se torna central.
Eixo B: Capacitação e Formação Profissional em BIM
O Eixo B organiza o desenvolvimento de competências BIM em três frentes: formação (ensino), setor público e mercado (formação continuada).
Diretriz B.I: Fomentar o Ensino Superior e Técnico em BIM
Objetivo: atualizar matrizes curriculares e criar ambientes de aprendizado.
Metas 2025–2027: 14 / 28 / 42 IES públicas com matrizes atualizadas; 5 / 10 / 15 Células BIM/Laboratórios; 3 / 5 instrumentos de cooperação técnica (IES–administração pública).
Ações (26–31): diretrizes de incentivo, diagnóstico de maturidade, selo para cursos com transformação digital, programa Células BIM e mecanismos de cooperação técnica para produção de guias/estudos.
Diretriz B.II: Capacitar Agentes Públicos em BIM
Objetivo: preparar a administração pública para especificação, contratação, gestão e fiscalização em BIM.
Metas 2025–2027: 1000 / 1500 / 2000 agentes públicos capacitados; 4 turmas de pós-graduação até 2027.
Ações (32–36): plano de capacitação, cursos temáticos, inserção no PDP e estruturação de pós-graduações com parcerias institucionais.
Diretriz B.III: Apoiar Capacitação e Formação Continuada de Profissionais em BIM
Objetivo: ampliar o contingente de profissionais com experiência em BIM.
Meta até 2027: 35% dos engenheiros e 45% dos arquitetos com experiência em BIM.
Ações (37–41): plano de ampliação, diretrizes mínimas para cursos, disseminação por entidades parceiras e foco também no nível operacional.
A Certificação Profissional e o Padrão Autodesk
A Ação 38 (Diretriz B.III) explicita a necessidade de fomentar um Plano para Certificação Profissional em BIM. A certificação funciona como mecanismo de padronização de competência, reduzindo assimetria de qualificação e facilitando a validação objetiva do domínio técnico.
Padrão de Mercado: certificações consolidadas ajudam a estabilizar um “mínimo comum” de competências.
Validação de Competências: aumenta confiança de contratantes e empregadores na capacidade do profissional.
Alinhamento Global: aproxima a formação nacional de referenciais adotados internacionalmente.
Nesse contexto, a certificação Autodesk pode ser tratada como referência técnica de mercado, especialmente em ambientes onde o Revit é parte do ecossistema operacional BIM.
Impactos e Benefícios da Estratégia BIM BR
Para profissionais: Valorização (empregabilidade e reconhecimento), Competitividade (diferencial em seleção e projetos), Qualificação (acesso a trilhas e critérios mais claros).
Para empresas: Produtividade (menos retrabalho), Inovação (processos mais maduros), Qualidade (entregas mais consistentes).
Para o setor público: Eficiência (melhor gestão), Transparência (mais rastreabilidade), Padronização (melhores práticas).
Conclusão e Próximos Passos
O Eixo B da Nova BIM BR estrutura um caminho direto: formar, capacitar e validar competências. O ganho esperado é um ecossistema BIM mais maduro, com melhor execução em projetos e obras, e com profissionais alinhados às exigências de contratação e entrega.
Para quem atua no setor AECO, o direcionamento é objetivo: buscar capacitação consistente, aderente às diretrizes do Eixo B, e evoluir para mecanismos formais de validação de competência, incluindo certificações reconhecidas pelo mercado.
