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LGPD nos endpoints: como o Deep Freeze pode fortalecer a proteção de dados nas empresas

Marcela Nascimento • 10 jul 2026 • Faronics

LGPD nos endpoints: como o Deep Freeze pode fortalecer a proteção de dados nas empresas

LGPD nos endpoints: como o Deep Freeze pode fortalecer a proteção de dados nas empresas

A proteção de dados também passa pelos computadores

Quando uma empresa inicia um projeto de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados, normalmente concentra seus esforços em contratos, políticas, bases legais, atendimento aos titulares e mapeamento das operações de tratamento.

Essas medidas são fundamentais, mas a conformidade também depende dos computadores utilizados diariamente por funcionários, prestadores de serviços e outros usuários.

É nesses equipamentos que colaboradores acessam sistemas, consultam cadastros, abrem anexos, baixam relatórios e armazenam arquivos temporários. Mesmo quando os dados principais permanecem em servidores ou aplicações em nuvem, informações podem ser gravadas localmente por meio de downloads, caches e documentos exportados.

Por isso, computadores desatualizados, mal configurados ou utilizados sem controles adequados podem representar riscos relevantes para a proteção de dados.

O que a LGPD exige em relação à segurança

A LGPD determina que controladores e operadores adotem medidas técnicas e administrativas capazes de proteger os dados pessoais contra acessos não autorizados, perda, alteração, destruição, comunicação indevida ou tratamento inadequado.

Além de implementar controles, a empresa deve conseguir demonstrar que essas medidas são compatíveis com os riscos da operação e permanecem funcionando ao longo do tempo.

Nesse contexto, o Faronics Deep Freeze pode apoiar a estratégia de segurança da organização. A solução não garante, isoladamente, conformidade com a LGPD, mas ajuda a manter os computadores em uma configuração conhecida e controlada.

Como funciona o Deep Freeze

O Deep Freeze utiliza o conceito de Reboot to Restore, ou “reiniciar para restaurar”.

A equipe de tecnologia estabelece uma configuração de referência para o computador. Quando o equipamento está protegido, as alterações realizadas nas áreas congeladas são descartadas após a reinicialização, fazendo com que o sistema retorne ao estado previamente definido.

Dessa forma, instalações indevidas, mudanças acidentais, determinados arquivos temporários e outras modificações não permanecem indefinidamente no equipamento.

Esse recurso é especialmente útil em ambientes com muitas estações, computadores compartilhados ou usuários que não precisam alterar permanentemente o sistema operacional.

Manutenção de uma configuração segura

Com o passar do tempo, computadores inicialmente padronizados podem começar a apresentar diferenças. Usuários instalam aplicações, alteram configurações, modificam extensões ou desativam recursos de segurança.

Essas mudanças dificultam o trabalho da equipe de tecnologia e podem criar vulnerabilidades no ambiente.

Ao restaurar o equipamento para uma configuração definida pela empresa, o Deep Freeze reduz a permanência de alterações indesejadas e ajuda a preservar o padrão de segurança adotado.

Mesmo que uma mudança seja realizada durante a sessão, sua reversão após a reinicialização pode impedir que uma configuração inadequada se torne permanente.

Proteção de computadores compartilhados

O Deep Freeze também pode ser utilizado em recepções, laboratórios, escolas, clínicas, lojas, quiosques e outras áreas com computadores compartilhados.

Nesses ambientes, existe o risco de documentos, relatórios e arquivos baixados por uma pessoa permanecerem disponíveis para o usuário seguinte.

Quando essas informações são armazenadas em áreas protegidas, a reinicialização pode remover as alterações realizadas durante a sessão e devolver o equipamento ao seu estado original.

A configuração, porém, deve ser cuidadosamente planejada. Informações que precisam ser preservadas não podem permanecer apenas em uma área congelada, pois também seriam descartadas.

A Faronics oferece recursos para direcionar pastas e arquivos autorizados a áreas não congeladas. Esses dados, contudo, ainda precisam de controles próprios, como permissões de acesso, criptografia, retenção e backup.

Também é importante destacar que a restauração do sistema não substitui procedimentos específicos de eliminação segura de informações ou descarte de mídias.

Atualizações e correções de segurança

Um computador estável, mas desatualizado, continua exposto a vulnerabilidades. Sistemas operacionais e aplicações precisam receber regularmente patches e correções de segurança.

Em ambientes protegidos pelo Deep Freeze, as atualizações devem ser realizadas durante períodos de manutenção. O computador é temporariamente descongelado, recebe os patches necessários e, após a validação, volta a ser protegido.

O Deep Freeze Cloud facilita esse processo ao permitir que a equipe acompanhe e administre os equipamentos por meio de um console centralizado. Dependendo dos módulos utilizados, a plataforma também pode apoiar a gestão de patches e a atualização de aplicações.

Isso reduz a dependência da ação individual dos usuários e torna a manutenção mais organizada.

Padronização de filiais e unidades remotas

Empresas com filiais, lojas, franquias ou equipes distribuídas frequentemente têm dificuldades para manter o mesmo padrão de segurança em todos os computadores.

Com o Deep Freeze Cloud, a organização pode criar políticas e aplicá-las a grupos específicos de equipamentos. Uma estação de atendimento ao público, por exemplo, pode receber regras mais restritivas do que um computador utilizado por uma equipe técnica.

A gestão centralizada reduz diferenças entre unidades, evita configurações manuais inconsistentes e facilita a aplicação uniforme dos controles.

Controle de aplicações

Conforme a versão e os serviços contratados, o Deep Freeze Cloud pode ser integrado a recursos de controle de aplicações.

A empresa pode definir quais programas estão autorizados e impedir a execução de arquivos desconhecidos ou não aprovados. Isso ajuda a reduzir instalações indevidas, uso de ferramentas sem avaliação interna e execução de códigos potencialmente maliciosos.

Antes de aplicar bloqueios rígidos, a equipe de tecnologia deve identificar todas as aplicações legítimas necessárias para o funcionamento da empresa. Dessa forma, o controle aumenta a segurança sem prejudicar os processos de negócio.

Relatórios e evidências dos controles

A LGPD também envolve responsabilização e prestação de contas. Em uma auditoria, não basta afirmar que os computadores estão protegidos. A organização precisa demonstrar quais equipamentos estão cobertos, quais políticas foram aplicadas e se os controles continuam ativos.

Os relatórios da plataforma podem complementar as evidências utilizadas em avaliações de risco, auditorias internas e revisões de segurança.

Esses registros não comprovam sozinhos a conformidade com a legislação, mas ajudam a demonstrar a aplicação de medidas técnicas quando associados a políticas internas, inventários de ativos, gestão de acessos e procedimentos de resposta a incidentes.

Cuidados na adoção do Deep Freeze Cloud

Como qualquer ferramenta de administração de endpoints, o Deep Freeze Cloud pode tratar informações técnicas relacionadas aos computadores, como nome da máquina, endereço IP, endereço MAC, domínio, dados de hardware e configurações de rede.

Por isso, a própria implantação da solução deve ser avaliada sob a perspectiva da LGPD.

A empresa precisa compreender quais dados serão coletados, para quais finalidades serão usados, quem terá acesso ao console e por quanto tempo os registros serão mantidos. Também deve avaliar os termos contratuais, os mecanismos de autenticação e a possibilidade de transferência internacional de dados.

Os acessos administrativos devem seguir o princípio do menor privilégio, garantindo que cada profissional visualize e modifique somente os recursos necessários para sua função.

Os limites da solução

O Deep Freeze não define bases legais, não cria políticas de privacidade, não atende solicitações de titulares e não substitui a gestão de identidades e acessos.

Também não elimina a necessidade de criptografia, backups, antivírus, firewall, monitoramento e ferramentas de detecção de ameaças.

Um programa malicioso ainda pode capturar ou transmitir informações enquanto o computador estiver em funcionamento. A reinicialização pode remover determinadas alterações locais, mas não recupera dados que já tenham sido enviados para terceiros.

Por isso, o Deep Freeze deve fazer parte de uma estratégia de segurança em camadas, e não ser utilizado como único mecanismo de proteção.

Conformidade precisa funcionar na prática

A LGPD não exige uma tecnologia específica, mas determina que cada organização adote medidas compatíveis com os dados tratados, com o contexto da operação e com os riscos existentes.

Dentro dessa estratégia, o Deep Freeze pode contribuir para preservar configurações seguras, reverter alterações indesejadas, controlar aplicações, organizar atualizações e centralizar a administração dos endpoints.

Quando combinado com políticas internas, gestão de acessos, treinamento, criptografia, backups, monitoramento e resposta a incidentes, ele fortalece a camada operacional da proteção de dados.

Afinal, para cumprir a LGPD, não basta saber onde as informações estão armazenadas. Também é necessário proteger os equipamentos pelos quais elas passam todos os dias.

Mais informações:

Página da Faronics com catálgos e especificações técnicas:
https://www.eng.com.br/faronics

Próximo Webinar da Faronics:
https://www.eng.com.br/fs

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Marcela Nascimento

Marcela Nascimento

Marcela Nascimento Silva é profissional da área de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, e atua como Consultora Faronics com foco na solução Deep Freeze na Faronics Brasil.
 
Marcela Nascimento trabalhando com soluções de gestão inteligente de endpoints e contribuindo para a construção de ambientes de TI mais seguros, eficientes e automatizados.

Neste espaço, compartilha reflexões, conceitos, experiências e aprendizados adquiridos durante sua jornada na área de tecnologia, com o propósito de disseminar conhecimento e incentivar a troca de ideias sobre assuntos relevantes para profissionais, estudantes e entusiastas do setor.

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