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Plágio perfeito, existe?

Flavia Mazzaferro • 01 nov 2019

Plágio perfeito, existe?

Neste artigo, você entenderá melhor algumas maneiras que alunos possam vir a enganar os sistemas anti plágio.

Relembrando o assunto anterior

No artigo passado, discutimos as consequências que acarretam do plágio de uma obra alheia. Neste artigo, iremos expandir sobre as maneiras que pessoas possam querer burlar o sistema.

Maneiras que pessoas possam enganar sistemas anti plágio

As trapaças dos alunos no ambiente acadêmico sempre existiram, e infelizmente sempre existirão. As formas dos alunos enganarem os professores, porém, têm se tornado cada vez mais sofisticadas com a ajuda da tecnologia ? a “cola” evoluiu de um simples papel para uso de smartphones com troca de mensagens e fotos e até dispositivos mais sofisticados, como óculos bluetooth e fones de ouvido minúsculos para comunicação.

Considerando a trapaça em provas, podemos também remeter as trapaças em ambientes de trabalhos e estudos acadêmicos, que acontecem tanto quanto em questão de frequência. É impossível, com as fartas bibliotecas escolares presentes hoje em dia, poder reter toda a informação acadêmica para avaliar quando um aluno comete ou não a trapaça do plágio em seu trabalho.

Os softwares responsáveis por detectar o plágio em trabalhos acadêmicos costumam detectar os seguintes tipos de trapaça, de forma mais frequente:

  1. Mudança de lugar das palavras em uma frase: Colocando no final de uma frase palavras que estavam no início;

  2. Substituição das palavras do texto original por sinônimos: Para o professor é difícil detectar semelhanças inclusive comparando com o texto original, algo que demoraria um bom tempo com análise manual;

  3. Uso de caracteres de outros alfabetos: Consideramos, por exemplo, o “a” em latim e o “a” em cirílico. Os dois parecem muito um com o outro visualmente, mas possuem significados diferentes, assim achando uma forma de burlar a detecção;

  4. Introdução de caracteres entre as palavras e aplicação da cor branca na fonte deles: Para o olho humano, caracteres em cor do papel (99.8% das vezes em branco, não considerando papel reciclado) são invisíveis e impossíveis de serem visualizados na tela do computador, sendo um método específico para aqueles alunos que querem cometer o ato;

Como solucionar esta dor de cabeça?

Apesar de todas as dificuldades aqui apresentadas, há diversos softwares disponíveis para realizar o trabalho de detecção contra tais atos, e muito mais. Alguns destes softwares são especializados para a tarefa de detectar o plágio ou até mesmo ver formas que o aluno possa ter burlado o sistema. Apresentaremos um destes softwares no próximo artigo!

 
 
 
 
Flavia Mazzaferro

Flavia Mazzaferro

Professora especialista em Tecnologias de Informação e Comunicação que acredita verdadeiramente que a tecnologia pode transformar a maneira de aprender e ensinar.

É instrutora e consultora das tecnologias Google, Urkund e Adobe, atuando na ENG DTP & Multimídia.

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