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Marcela Nascimento • 28 out 2026 • Faronics
A aula acabou, mas a conta continua: o desperdício escondido nos laboratórios de informática
Em escolas e universidades, equipamentos que permanecem ligados fora do horário de uso podem representar um gasto pouco percebido. Ferramentas de gestão de energia ajudam a identificar onde há desperdício.
A última turma deixa o laboratório, as luzes são apagadas e a sala é fechada. O expediente acabou, mas os computadores continuam ligados.
A cena pode se repetir durante semanas sem chamar a atenção de ninguém. Afinal, as máquinas estão funcionando, não há reclamações dos usuários e nenhum técnico precisa ser acionado. O problema aparece em outro lugar: na conta de energia.
Em um laboratório com 40 computadores, por exemplo, o intervalo entre a última aula, às 22h, e a primeira do dia seguinte, às 7h, representa nove horas sem atividades. Se os equipamentos permanecem ligados durante todo esse período, o consumo se acumula noite após noite. E ainda há os finais de semana, feriados e recessos acadêmicos.
O impacto financeiro depende da potência dos equipamentos, do tempo em funcionamento e da tarifa de energia. Por isso, nem sempre é possível perceber o tamanho da despesa sem analisar o comportamento das máquinas.
O assunto ganha importância em meio ao crescimento da demanda por eletricidade no Brasil. Dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia em outubro de 2026 apontam que o consumo nacional deve aumentar, em média, 3,4% ao ano até 2036.
A projeção não significa que as tarifas subirão nessa proporção, mas ajuda a entender por que a eficiência energética tem recebido atenção crescente. Para instituições que mantêm centenas de computadores, conhecer melhor o consumo da própria infraestrutura é um bom ponto de partida.
Nem todo computador ocioso pode ser desligado
A rotina de um laboratório de informática nem sempre termina quando os alunos vão embora.
Uma máquina pode estar executando uma tarefa que exige várias horas de processamento. Em outros casos, a equipe de TI aproveita o período noturno para instalar programas, aplicar atualizações ou realizar manutenções sem interromper as aulas.
Há também diferenças entre os ambientes. Uma sala utilizada apenas pela manhã não precisa seguir necessariamente as mesmas configurações de um laboratório que recebe turmas nos três períodos.
É por isso que simplesmente estabelecer um horário fixo de desligamento para todos os computadores pode trazer complicações.
O problema fica maior quando a instituição não consegue distinguir quais máquinas estão realmente em uso e quais permanecem ligadas por falta de uma configuração adequada.
Em parques tecnológicos extensos, acompanhar essa situação computador por computador consome tempo e dificulta a aplicação de regras consistentes.
O que já é possível fazer com o gerenciamento de energia
Entre as ferramentas disponíveis para esse trabalho está o Faronics Power Save, recurso integrado à plataforma Deep Freeze Cloud, que permite administrar políticas de economia de energia de maneira centralizada.
A solução considera diferentes sinais de atividade antes de executar determinadas ações. Além da interação pelo teclado e mouse, pode analisar o uso do processador, do disco, da rede e de aplicações em execução.
Isso ajuda a evitar que um equipamento seja considerado ocioso enquanto realiza uma tarefa importante em segundo plano.
Na prática, a equipe de TI consegue criar configurações diferentes para grupos de computadores, respeitando os horários e as necessidades de cada laboratório.
A ferramenta também oferece um Modo de Auditoria. Com ele, é possível avaliar oportunidades de redução do consumo antes de colocar as políticas de economia em funcionamento.
Os relatórios permitem acompanhar informações sobre energia consumida e estimativas de economia, inclusive em valores financeiros. Esses resultados, porém, dependem de fatores como as características dos equipamentos, a tarifa informada e as configurações de energia já utilizadas pelo sistema operacional.
São dados que ajudam a equipe a sair das estimativas feitas sem uma base consistente e entender onde uma mudança pode produzir resultados.
Um custo que raramente aparece entre os chamados de TI
Quando um computador apresenta defeito durante uma aula, o problema costuma ser percebido imediatamente. O professor aciona o suporte, um técnico precisa interromper outra atividade e a situação entra na lista de prioridades.
Com o desperdício de energia, acontece o contrário. Um equipamento pode permanecer ligado durante meses fora do horário de uso sem que isso gere qualquer ocorrência.
Talvez por isso o tema receba menos atenção do que questões como segurança, manutenção ou atualização de sistemas. Ainda assim, a eletricidade faz parte do custo de operação de uma infraestrutura tecnológica, assim como as licenças de software e a substituição de equipamentos.
Para escolas e universidades, compreender esses gastos também pode contribuir para decisões orçamentárias e iniciativas de sustentabilidade. Afinal, reduzir o consumo desnecessário significa utilizar melhor recursos que a instituição já possui.
O primeiro passo pode ser mais simples do que parece: levantar quantos computadores existem, em quais horários são utilizados e o que acontece com eles depois da última aula.
Nem toda máquina ligada durante a madrugada representa desperdício. Algumas precisam continuar funcionando. Outras, porém, estão apenas esperando o próximo usuário.
E, enquanto essa diferença não for conhecida, a instituição pode continuar pagando por horas de funcionamento que não precisava ter.
Mais informações:
Página da Faronics com catálogos e especificações técnicas:
https://www.eng.com.br/faronics
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