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Alvaro Venegas • 12 set 2026 • Copyleaks
Há mais de 25 anos começamos a trabalhar com um desafio que, naquela época, começava a preocupar as universidades: como proteger a autoria e a integridade acadêmica no ambiente digital?
Participamos do desenvolvimento, no Brasil, de tecnologias de detecção de plágio, entre elas Ouriginal e sua antecessora.
Agora, o desafio mudou de dimensão.
A Inteligência Artificial Generativa chegou definitivamente às salas de aula, aos trabalhos acadêmicos, às pesquisas e ao cotidiano de professores e estudantes.
E uma pergunta está cada vez mais presente entre reitores, pró-reitores, coordenadores e professores:
Como usar todo o potencial da IA sem permitir que ela substitua aquilo que o aluno precisa aprender, desenvolver e produzir?
É neste momento que iniciamos uma nova etapa.
A Copyleaks inicia suas atividades no Brasil, em parceria com a ENG DTP & Multimídia, e será apresentada ao mercado brasileiro durante o FNESP 2026 – Fórum Nacional do Ensino Superior Particular.
Para mim, existe um princípio muito claro nessa discussão:
É para usar a IA — e não para a IA fazer tudo.
Não acredito que o caminho para as Instituições de Ensino seja simplesmente proibir a Inteligência Artificial.
O caminho será aprender a governar seu uso.
Definir quando ela pode ser utilizada.
Até onde pode participar de uma atividade.
Como preservar a autoria.
Como avaliar o conhecimento efetivamente desenvolvido pelo estudante.
E como dar aos professores evidências para que possam tomar decisões pedagógicas — e não simplesmente entregar essas decisões a um algoritmo.
É justamente aí que vejo a importância da Copyleaks.
A plataforma reúne recursos de detecção de conteúdo gerado por IA, identificação de plágio e integridade acadêmica, oferecendo às instituições informações para apoiar suas próprias políticas e decisões.
Para a ENG, esta parceria também representa uma continuidade importante de nossa trajetória.
Depois de anos trabalhando com tecnologias de originalidade e detecção de plágio, voltamos a atuar diretamente nesse mercado justamente quando ele passa talvez pela maior transformação de sua história.
E acredito que essa discussão está apenas começando.
A pergunta que levaremos ao FNESP e às universidades brasileiras nos próximos meses será:
Como vamos avaliar conhecimento, aprendizagem e autoria em uma geração que terá a Inteligência Artificial permanentemente à disposição?
Não se trata de lutar contra a IA.
Trata-se de garantir que, com ela, continuemos formando pessoas capazes de pensar, criar, argumentar e produzir conhecimento.
Começamos agora essa nova jornada com a Copyleaks no Brasil.
Integridade acadêmica para a era da IA.
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