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Nilson Soares • 28 nov 2025 • Faronics
Uma parcela considerável das instituições de ensino ainda opera com grande parte de seus laboratórios e estações administrativas baseados no Windows 10. Mesmo após o anúncio do fim do ciclo de suporte, a migração para o Windows 11 esbarra em obstáculos como requisitos de hardware, dependência de softwares antigos, restrições orçamentárias e prioridades que consomem os recursos disponíveis.
O suporte gratuito ao Windows 10 foi encerrado em 14 de outubro de 2025. A partir desse ponto, para continuar recebendo atualizações de segurança, as organizações precisam aderir ao programa pago de Extensões de Segurança (ESU). Para efeito de comparação, o custo publicado para o primeiro ano de ESU é de US$ 61 por dispositivo. Em uma instituição com 200 computadores, isso já representa algo em torno de 63 mil reais considerando um câmbio de 5,20 por dólar. Em parques maiores, como uma rede com 1.000 máquinas, o impacto anual ultrapassa 300 mil reais apenas para prolongar a proteção básica do sistema operacional.
Esses valores se tornam ainda mais pesados quando se observa que ambientes educacionais sofrem pressão contínua sobre sua infraestrutura. O uso compartilhado intensivo resulta em instalações indevidas, infecções recorrentes e degradação do desempenho. O resultado é acúmulo de chamados, horas de retrabalho e perda de produtividade de alunos e servidores.
O cenário apresenta uma questão direta para o gestor de TI: como manter o parque funcionando com segurança e previsibilidade, sem comprometer os recursos financeiros da instituição e sem postergar indefinidamente a migração tecnológica que precisa acontecer no momento certo.
O desafio é claro: como estender a vida útil do parque sem ampliar o orçamento e sem abrir brechas de segurança?
Se manter o sistema 100% atualizado não é uma opção no curto prazo, o caminho lógico passa a ser prevenir que qualquer alteração maliciosa ou indevida permaneça entre um uso e outro.
É aqui que os métodos de congelamento de sistema voltam a ganhar relevância.
Eles não impedem que o aluno tente instalar algo, mas garantem que tudo desapareça ao reiniciar. Assim, a máquina volta sempre ao padrão validado pela TI — sem derivação, sem corrosão gradual da performance, sem reinstalações emergenciais.
Essa estratégia reduz custos operacionais, estende o ciclo de vida do hardware e diminui a dependência do suporte pago da Microsoft.
Quando falamos em congelar o sistema, estamos nos referindo a uma estratégia em que a TI define um estado ideal da máquina com sistema operacional, configurações e softwares aprovados. A partir desse ponto, toda vez que o computador reinicia, ele retorna exatamente para esse estado “limpo” e autorizado pela TI. Essa técnica é conhecida como reboot to restore.
Isso garante que mudanças indevidas não se acumulem e evita que os problemas avancem ao longo do semestre ou do ano letivo.
Esse método costuma ser ideal em cenários como:
O objetivo é simples: manter estabilidade operacional mesmo em condições adversas.
Protege contra:
Não elimina completamente a necessidade de:
É uma camada de contenção de risco, não uma isenção permanente de responsabilidade.
Para gestores que estão planejando essa estratégia, algumas recomendações ajudam a garantir eficiência e segurança:
Esse planejamento ajuda a garantir previsibilidade operacional e manter a TI com o controle total do parque.
Para quem ainda não pode migrar para Windows 11, o congelamento permite:
Com isso, o parque segue operando com segurança e estabilidade enquanto a migração definitiva pode ser feita de forma planejada, ao invés de reativa.
Entre as tecnologias que implementam o congelamento de forma madura, estável e amplamente adotada por instituições de ensino no Brasil e no mundo, destaca-se o Deep Freeze. Ele segue exatamente o conceito apresentado: mantém o sistema sempre no estado definido pela TI, independente do que aconteça durante o uso.
Com isso, o gestor:
O resultado é uma TI mais estratégica, com menos foco em “apagar incêndios” e mais capacidade de executar o roadmap de modernização com previsibilidade.
Continuar no Windows 10 sem apoio é arriscado. Migrar tudo imediatamente pode ser inviável.
Congelar o estado das máquinas oferece uma saída prática: protege o parque atual, respeita limites orçamentários e garante continuidade acadêmica.
É uma abordagem madura, testada e realista para quem precisa atravessar a transição com segurança e responsabilidade.
A cada duas semanas, realizamos um webinar técnico ao vivo para gestores de TI, onde demonstramos:

