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Business Intelligence e cultura Data-Driven

Luca Caruso • 30 mai 2019

Business Intelligence e cultura Data-Driven

Definitivamente o Big Data vem revolucionando diversos setores na atualidade. O gerenciamento de dados se mostra muito eficiente não apenas para negócios, mas hoje também para toda a indústria do entretenimento. Se a Netflix possui hoje um sucesso gigantesco, muito se deve à sua bela inteligência de Big Data: uma vasta quantidade de dados que ela coleta de seus usuários, para tomar decisões de produzir novas obras de sucesso.

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Uma simples série assistida, curtida, comentada ou interagida de alguma forma pode servir de exemplo para a geração de dados que servirão para a indústria analisá-los e produzir novos conteúdos orientados a esses dados que refletem a realidade. Por ferramentas que usem conceitos de Business Intelligence, é possível compreender temas em alta na contemporaneidade para enfim gerar insights que levem à produção de uma nova série de sucesso com base neles. Assim nasce a cultura de conteúdos orientados a dados e que refletem a realidade e criam novos segredos que levam à efetividade.

Temos como grande exemplo a série aclamada por toda a crítica com apenas duas temporadas até o momento Stranger Things. Produtores tiveram como embasamento para a narrativa da série um monitoramento de temas em redes sociais e pesquisas web:

  • Nostalgia à cultura norte-americana dos anos 80: filmes, marcas, roupas e músicas que estavam em alto índice de popularidade na internet até o momento do lançamento da série.
  • Interesse por narrativas de teorias da conspiração como o projeto MK ULTRA nos EUA durante a Guerra Fria, envolvendo experiências científicas em seres humanos.
  • Empoderamento feminino: mulher protagonista, forte e independente ao longo da narrativa.

O enredo da série aborda todos esses temas, que por meio de Business Intelligence foi capaz de compreender estes tópicos em sucesso para prever sua excelente recepção pelo público desde então. Além disso sempre carregado de um toque de inovação, que justifica o diferencial da série.

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Outro grande exemplo é o êxito da revolucionária série nos dias de hoje Black Mirror, de produção inglesa. A série está na 4ª temporada, e aborda temas envolvendo os perigos que a tecnologia pode proporcionar, sempre de maneira dramática, aterrorizante e até então nunca abordados numa série nos modelos atuais. Segurança da informação, ausência de empatia humana, exploração e alienação são algumas das questões abordadas nos episódios, impulsionadas pelos exponenciais índices de menções delas ao decorrer do tempo e da evolução digital. Além disso, também se influencia em outras grandes obras de temática similar, já lançadas antes e que abriram o debate sobre esses temas – como por exemplo o casos de Edward Snowden na CIA e Julian Assange na WikiLeaks, que além de virarem filmes tiveram repercussão mundial como notícia. Essas obras certamente impulsionaram o questionamento de públicos pelos tópicos dos riscos nocivos do uso da tecnologia, e posteriormente tudo isso foi bem aproveitado por especialistas em Business Intelligence na produção de novos tipos de conteúdo.

Ferramentas como Microsoft Power BI possuem dispositivos de predição analítica com base em um histórico de dados vinculados. O software já contém uma inteligência interna que define linhas de previsibilidade de um determinado período futuro selecionado – Além do mais, com a possibilidade do usuário definir sua margem de confiabilidade nas previsões, gerando diferentes cenários de observação.

A partir dos exemplos citado, concluímos então que tomar decisões a partir de análises estatísticas de métricas geradas por usuários ou fãs podem servir de grandes fórmulas de sucesso. Além disso, resultam em uma mobilização de todo uma indústria para entender novas demandas e atende-las da maneira mais eficiente, além e estimular a criatividade para futuras obras que podem prognosticar uma boa recepção.

 

Luca Caruso

Luca Caruso é consultor de Business Intelligence na ENG DTP e Multimídia. Graduado em Marketing pela ESPM-SP e com experiências na indústria de tecnologia, com passagem na Adobe Brasil como analista de Channel Sales e Digital Marketing, gerenciando ferramentas de Big Data.

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